Locas por aí: Pucón/Chile

Para começar nossa coluna sobre viagens, Rosa Moura fala um pouco sobre a viagem que fez este ano à Púcon.

Arredores de Púcon

Pucón é um charmoso vilarejo no centro-sul do Chile, na chamada Região dos Lagos, e tem pouco mais de 20 mil habitantes.  A fama da cidade vem do vulcão Villarrica – um dos mais ativos da América do Sul – e dos inúmeros programas para os viajantes mais dispostos à aventura. Pessoas do mundo inteiro vão à Pucón fazer trekking, raffiting e para escalar o vulcão que no inverno vira uma badalada estação de esqui. São muitos lagos, bosques, cachoeiras e piscinas termais nos arredores da cidade, em paisagens de tirar o fôlego. 

Descendo a rua principal, chega-se no Lago Villarrica que os locais chamam de playa (praia).  Uma curiosidade, principalmente para nós brasileiros que não temos vulcões ativos em nosso território, é o solo preto visto em toda região, devido às erupções vulcânicas. Outro lago importante (e lindo) da região é o Carburga. Ambos ficam lotados de chilenos durante o verão e a cidade vira um grande balneário.

Nos arredores de Pucón é possível visitar uma reserva indígena Mapuche, tribo que povoa o centro-sul do Chile e o sudoeste da Argentina desde antes a chegada dos primeiros europeus.  Os mapuches são conhecidos guerreiros e tem a fama de ser o único povo nativo da América a vencer militarmente os conquistadores espanhóis. Usavam técnicas de guerrilha e resistiram por mais de 300 anos aos colonizadores.

A 35 km de Pucón está o Parque Nacional Huerquehue, conhecido pelas suas araucárias centenárias, lagos e quedas d’água.  A trilha completa pelo parque leva mais de 6 horas, mas é possível fazer uma menor de aproximadamente 3 horas. O terreno é irregular, com muitas subidas e se chover (muito comum) vira uma lama só.

Vulcão Villa Rica

Mas, o grande destaque de Pucón é mesmo o Vulcão Villarrica. Imponente nos seus 2.800 metros é avistado de qualquer ponto da cidade. Várias agências fazem o tour para a escalada do vulcão, que custa por volta de 100 dólares. No pacote tem transporte até o Villarrica, guias credenciados e o aluguel dos equipamentos. O trekking no vulcão dura umas sete horas. Nem todos conseguem chegar até o cume, a  subida é puxada e o clima pode ficar adverso com ventos e temperaturas negativa, também sente-se o ar diminuir um pouco, mas para quem pratica esportes, a subida fica bem mais fácil. Esta que vos escreve, sedentária mor, ainda chegou aos 2.300 m, valeu cada músculo dolorido, pois a vista lá de cima é dos deuses.

Brinco dizendo que Pucón é a Pipa dos Andes, tamanha é a diversidade de sotaques, hospedagens e opções gastronômicas que existe por lá. Tem para todo bolso e gosto. Para quem gosta de jogatina é possível fazer uma fezinha nos cassinos e  durante o verão, a cidade fica cheia de baladas, regadas a muito Pisco Sauer (o drink chileno mais famoso) e reggaton.

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3 comentários sobre “Locas por aí: Pucón/Chile

  1. Humm..Excelente texto. Deu até saudades de Pucón. Quem sabe um dia não aproveitamos juntos novamente com mais tempo?

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