E quando dá aquela vontade de jogar tudo pra o alto?

A Japanese high school girl jumps high in the sky | location: Tokyo Japan | description: A Japanese high school girl jumps high in the sky | location: Tokyo Japan

Muita gente acha que a solução para todos os problemas é ter um bom emprego, construir uma família e se estabilizar na vida. Mas será que isso é o suficiente para todos nós sermos felizes? Será que todos os seres humanos possuem a mesma forma de pensar a sua própria felicidade?

Eu sempre desconfio de modelos universais. Acredito que boa parte deles, se não todos, são criados para cercear nossa liberdade. É assim com os padrões de beleza, de relacionamento e de comportamento que são construídos socialmente e difundido de diversas formas. Esses padrões estão tão enraizados que acreditamos que eles são os únicos possíveis. Mas não é bem assim.

Eu posso estar acima do peso e usar biquini na praia sem precisar me sentir um ET; Eu posso ver o amor de uma forma não-monogâmica e não precisar sentir que estou fazendo algo “errado”; enfim, eu posso sair desses padrões e mesmo assim ter a minha verdade e a minha felicidade.

É assim com a realização profissional também. Eu posso ser feliz sem precisar ter um emprego estável e que me pague bem.

Quantas pessoas você conhece que são felizes trabalhando na função que realizam? Eu conheço poucas e não sou uma delas. Recentemente passei em um concurso público na área em que me formei e achei que isso seria uma realização profissional, pois eu estaria trabalhando em algo que gosto e conseguindo a tal estabilidade que todos buscam.

Ledo engano. Entrei para a estatística dos profissionais frustrados. O trabalho nada tem relação com o que eu esperava e não se encaixa no meu perfil. Rotina realmente não combina comigo.

Com essa frustração vem me passando muitas coisas na cabeça. Uma delas é jogar tudo para o alto e realizar um dos meus grandes sonhos: sair pelo mundo. Conhecer outros países, outras pessoas, outras formas de viver. Mas isso implica abdicar de um modelo de vida padrão. Ter um emprego fixo, comprar apartamento e ser “feliz pra sempre”.

E é aí que eu percebo que eu vim com o chip quebrado. Dentre outras coisas, não acredito que assim serei feliz. Por que tenho que me encaixar nesse modelo? O que realmente me prende a ele se não está me deixando feliz, mas angustiada? E aí é que a vontade de sair pelo mundo me ocorre mais forte. Porque percebo que nada me prende. Na verdade o medo é atualmente o grande obstáculo. Medo de estar errada ao pensar assim, medo de perder alguma oportunidade escondida. Apenas medo.

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Mas o sonho ainda existe e a frustração também. Então o que fazer? Bom, não existe nenhuma receita. Se existisse eu nem estaria fazendo deste tema um assunto para o blog, não é mesmo? Não teríamos tanta gente frustrada por aí também. O que resolvi fazer foi tentar, de alguma forma, amenizar o medo apontando uma possibilidade no futuro e tentar esquecer a frustração usando o meu tempo livre para me ocupar com coisas que eu gosto.

Dei um dead line para essa situação terminar e eu chegar à uma decisão do rumo que minha vida deverá seguir. O prazo acaba daqui a sete meses junto com o início das minhas férias. Um ótimo momento para refletir novos caminhos e recomeços, não é mesmo?

Mas eu recomendo aos menos medrosos que se joguem nos seus sonhos e saiam das frustrações e incômodos de uma vez por todas! Eu ainda não consigo ser tão aventureira e jogar tudo pra cima sem racionalizar um pouco, mas você pode fazer isso a qualquer momento. Se joga mesmo!

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